Acompanhe o Monitoramento dos Raios em Tempo Real

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25 março, 2013

Créditos de Carbono

http://www.monitorglobal.com.br/

Trata-se do mercado de créditos de carbono, que surgiu a partir do Protocolo de Quioto, acordo internacional que estabeleceu que os países desenvolvidos deveriam reduzir, entre 2008 e 2012, suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) 5,2% em média, em relação aos níveis medidos em 1990.
O Protocolo de Quioto criou o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), que prevê a redução certificada das emissões. Uma vez conquistada essa certificação, quem promove a redução da emissão de gases poluentes tem direito a créditos de carbono e pode comercializá-los com os países que têm metas a cumprir.


Tenha rendimentos com a proteção de florestas
PROJETOS EM REDD – DESMATAMENTO EVITADO 

O sistema de Emissões Reduzidas do Desmatamento e da Degradação (Redd, na sigla em inglês). O desmatamento responde por cerca de 20% das emissões humanas de gases do efeito estufa, especialmente o dióxido de carbono e o metano, derivados da derrubada e queima de florestas.

As florestas tropicais são essenciais também como mananciais hídricos, e funcionam como "pulmões" do planeta ao promover a troca de dióxido de carbono por oxigênio no ar. Além disso, esses espaços contêm riquíssimos ecossistemas, dos quais muitas comunidades indígenas dependem. Pagar pela preservação ajudaria a combater o aquecimento global e a proteger a biodiversidade do planeta.

Objetivos: O objetivo do Redd é pagar para manter as florestas de pé. O pagamento, por meio da venda de créditos de carbono, refletiria o valor do carbono armazenado nas florestas, ou os custos ambientais advindos da extração de madeira e da ocupação agropecuária.

Como funciona? Essencialmente trata-se em usar os créditos como "moeda" com a qual os países em desenvolvimento teriam estímulo para conter o desmatamento, enquanto os países ricos, ao investir nesses mecanismos, ajudariam a cumprir suas quotas obrigatórias de redução de emissões.

Seqüestro de carbono: A venda será realizada sobre o seqüestro dos créditos emitidos pela área. Não são permitidas áreas de reflorestamento, somente áreas com vegetação nativa. para projetos (REDD).

Área: A compra será somente dos créditos de carbono (seqüestro de carbono) e não da área.

OBS: Não é necessário ser de um único proprietário (é necessário documentação de todos os proprietários – PACOTE).
Proporção: A quantidade de créditos a ser negociada é de 50a 150 por hectare dependendo do bioma,e biomassa acumulada.
Tempo Do Projeto,20 anos ,32 anos ou  período maximo de 52 anos.
o valor do credito pago hoje, representa um  numerario relativo,pois depende de varios fatores como ex: faremos como base de calculo um valor de  (16 REAIS por credito)
                                                           EXEMPLO DE VALORES
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1 Hectares = 50 a150 toneladas de carbono ao ano(dependendo do bioma)
Ex: área de 1.000 hectares = a 16 reais X 150 toneladas ao ano por hectares X(1.000 hectares X 150,000.00 toneladas de carbono ao ano X16 reais :2,400.000.00 ao ano)
Preço do crédito: REAIS($) 16,00 por hectare ( dependendo da cotação do mercado)
$ 16,00 = 1 tonelada por hectares-ao ano
Área (hectare) (X) 16(REAIS)  (X) tonelas (X) Tempo ( 52 anos)
Ex: área de 1.000 hectares por um período de 52 anos
1.000 hectares  X 16,00 X 150 toneladas X 52 anos = $ 124.800,000,00 total 52 anos
1 ano = $ 124,800.000,00 mil reais -em 52 anos
Em caso de desmatamento zero o total deste exemplo, o projeto conseguiria evitar a emissão de CO² em 52 de 7,800.000 toneladas de co²
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Pagamento: O pagamento dos créditos será conforme o período negociado, ou anual.
Condições para execução do projeto:
• Somente serão aceitas áreas de florestas nativas;
• Os créditos são a mercadoria a ser negociada, por isso a preservação da floresta será de responsabilidade do proprietário,ou caso seja tranferida  esta responsabilidade a entidades a titutulo de asessoria e juridica.
• O desmatamento de 100 m2 da área negociada implicará em multa  e eventual paralização do projeto;
• Será efetuado um contrato de fidelidade do proprietário durante o período da venda dos créditos (52 anos);

Procedimentos: Após a aprovação da área feita pelo estudo de viabilidade de carbono* conclusiva, Será encaminhado todos os documentos , através desta documentação será realizado um PDD (Projeto de Planta Limpa) onde a empresa fará o levantamento da área em relação à emissão do carbono. Após o PDD, a área será protocolada junto ao ministério do meio ambiente, o qual reconhecerá a autenticidade do PDD e autorizará a emissão dos créditos. O pagamento será efetuado em assim que tiver o aceite pelo comprador.

Estudo de viabilidade de carbono: O Estudo de Viabilidade consistirá na coleta de todos os dados relevantes para a realização de uma análise adequada do projeto e uma estimativa precisa de créditos. As informações serão organizadas e analisadas conforme a estrutura dos Padrões do Mercado Voluntário Florestal. As etapas do estudo é feita da seguinte forma:
a) A coleta de dados e informações para o entendimento do projeto
b) Visita ao local
c) Estudo Estrutural do Mercado Voluntário Florestal
d) Relatório Conclusivo

21 março, 2013

VIVEMOS UMA GERAÇÃO "MIOJO"..TUDO É "FAST", TUDO É RÁPIDO..NEM SEMPRE O PRÁTICO É O CORRETO. FALTA PARA ESTA GERAÇÃO, "REFERÊNCIAS" E "VALORES" .

É COMPARTILHANDO OPINIÕES QUE PODEMOS EXPOR  A CONTRADIÇÃO E  AS CONTRA ARGUMENTAÇÕES DO INSUFICIENTE SISTEMA AVALIATIVO DO ENSINO DO NOSSO PAÍS.

A seguir, trechos da reportagem de Reinaldo Azevedo, colunista da revista VEJA.

VEJA:

[...As barbaridades que vieram a público nas provas de redação são apenas um sintoma. A doença é mais grave do que parece e ficará entre nós por muitos anos, por décadas.]

[...Há dias, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante — aquele cuja tese de doutorado está para o mundo acadêmico como o miojo está para a culinária — anunciou uma grande reforma no currículo do ensino médio. Segundo afirmou, ela vai seguir a divisão de disciplinas no Enem. Essa faixa escolar, hoje moribunda, será condenada à morte. Podem escrever. Vamos com calma, que a coisa é complicada.]

[...O Enem foi criado no governo FHC para ser um instrumento para avaliar o ensino médio e propor, então, medidas de correção de rumos. Transformou-se no maior vestibular do país pelas mãos de Fernando Haddad, sob o aplauso quase unânime e cúmplice, inclusive da imprensa. Pouco se atentava e se atenta para os absurdos lá contidos. A prova de redação, por exemplo, vale 50% da nota final, o que é injustificável sob qualquer critério que se queira. Quando olhamos os itens de avaliação, a indignação precisa se conter para não se transformar em revolta.]

[...Os corretores que atribuíram mil pontos aos alunos que escreveram “enchergar”, “trousse” e “rasoavel” entenderam que eles alcançaram pontuação máxima no quesito 1: “domínio da língua”. Assim, deve-se entender que o MEC do ministro-miojo acaba de incorporar essa ortografia à língua portuguesa.]

[...Entre os estudantes do ensino superior, 38% não dominam habilidades básicas de leitura e escrita, segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgado em julho do ano passado pelo Instituto Paulo Montenegro (IPM) e pela ONG Ação Educativa.]

[...
Em 2001-2002, 2% dos alunos universitários tinham apenas rudimentos de escrita e leitura. Em 2010, essa porcentagem havia saltado para 4%. Vale dizer: 254.800 estudantes de terceiro grau no país são quase analfabetos. Espantoso? Em 2001-2002, 24% não eram plenamente alfabetizados. Um número já escandaloso. Em 2010, pularam para 38%. Isso quer dizer que 2.420.600 estudantes do terceiro grau não conseguem ler direito um texto e se expressar com clareza. É o que se espera de um aluno ao concluir o… ensino fundamental!
Estamos em plena revolução. A luta armada será travada sobre a copa das árvores.]
Texto publicado originalmente às 5h42
Por Reinaldo Azevedo    

27 fevereiro, 2013

Raios e as Torres de Telecomunicação

Impacto da presença de torres de telefonia celular na incidência de descargas atmosféricas nas proximidades da estação rádio-base.

Atualmente, verifica-se um aumento do número de estruturas elevadas em áreas urbanas em decorrência da instalação de Estações Rádio-Base de telefonia celular (ERBs). Estas estações comportam torres com altura próxima a 50 metros. Devido a esta altura elevada, tais estruturas constituem-se em pontos preferenciais para incidência de descargas, afetando, assim, as distribuições de incidência e de intensidade de corrente de descargas nas regiões próximas.

A incidência de descargas em estruturas elevadas pode causar efeitos severos nas vizinhanças da  ERB, incluindo a elevação de potencial no solo, a transferência de tensão e de corrente por meio dos sistemas de aterramento vizinhos e tensões induzidas nas linhas aéreas de distribuição de energia. Tais efeitos podem ser extremamente severos tanto para os consumidores quanto para o sistema elétrico devido à proximidade em relação à estação rádio-base. Para algumas condições críticas, sobretensões de aproximadamente 1 MV podem ocorrer no sistema elétrico.
A intensidade média de um raio é de 30 mil amperes, cerca de mil vezes a intensidade de um chuveiro elétrico, segundo o Inpe. Além do risco de morte, os raios queimam equipamentos e provocam o desligamento da rede elétrica. “Instalamos para-raios em linhas de distribuição, subestações e transformadores com o objetivo de evitar a falta de energia”, explica Otávio Grilo, diretor de Operações da AES Eletropaulo, que distribui energia elétrica para 24 municípios da Grande São Paulo.
Fonte: Portal O Setor Elétrico; 2013
Fonte: Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP) (2012)

26 fevereiro, 2013

Arquivo X ou CSI ?

Seriados de TV que mostram como crimes são investigados apresentaram ao público as perícias criminais e glamorizaram os peritos.
Nessas séries, todos os casos são solucionados pela perícia, que é chamada por alguns especialistas de a "rainha das provas". É como se qualquer crime, desde o furto do estepe de um carro até uma chacina, pudesse ser esclarecido a partir dela.
Em um mundo ideal, isso até poderia ser verdade. Na realidade, porém, está longe de acontecer. Faltam estrutura e profissionais bem treinados no mundo inteiro.
Em 2011, em uma visita a São Paulo, o detetive norte-americano Joseph Blozis, que já foi perito criminal da polícia de Nova York, disse que o "CSI" da TV é pura fantasia, e o mundo real é bem mais complicado mesmo por lá.



 O perito criminal é uma pessoa com grande conhecimento técnico
científico ou artístico, capaz de esclarecer fatos de interesse judicial.
Compõem o corpo de peritos, profissionais das áreas de física, química,
biologia, contábeis, ciência da computação, geologia, odontologia, farmácia,
bioquímica, mineralogia e engenharia, devido a variabilidade de áreas de atuação.
As atribuições do perito criminal são:
periciar locais de crimes ou desastres, objetos, veículos, documentos, moedas,
mercadorias, produtos químicos, tóxicos, exames balísticos, instrumentos utilizados
na prática de infrações, exames de DNA, bem como a realização de todas as
investigações necessárias à complementação dessas perícias, para fins jurídico-legais.




Na criminalística, se usa várias áreas do conhecimento humano, entre eles estão os
da física , neste caso chamado de Física Forense, que de acordo com Negrini Neto (2002)
“é a parte da Física destinada à observação, análise e interpretação dos fenômenos físicos
naturais de interesse judiciário”, essenciais na elucidação de vários eventos, tais como:

A cidentes de trânsito

Balística Forense, que compreende o estudo das armas de fogo, suas munições e
perícias.

Documentoscopia Forense , que verifica se houve falsificação ou alteração de um
documento.

Fonética Forense , que a parte da criminalística que busca determinar a autenticidade
de arquivos de áudio apresentados aos aplicadores da Lei.






 No Brasil, levantamento feito pelo Ministério da Justiça divulgado na semana passada mostra que a situação não é nada animadora. Aqui, são os Estados e o Distrito Federal os responsáveis por criar e estruturar os Institutos de Criminalística, órgãos responsáveis pelas perícias.
Interessado em fazer um diagnóstico sobre o setor, o governo federal mostrou estar chocado com o resultado. Das 27 unidades da federação, apenas 11 têm equipamentos para reconhecimento facial, em seis não há laboratórios de DNA e em outros seis não é possível fazer exames toxicológicos -análise fundamental para detectar o uso de drogas ou veneno.
Esse levantamento do ministério não avalia a situação das pesquisas sobre perícias. Apenas pincela outra informação que chama a atenção: a maioria dos profissionais que passou por cursos de atualização ou capacitação são chefes. Quem está na linha diferente, com a mão na massa, nem sempre é treinado.
Assim, um laboratório focado na pesquisa forense cria uma expectativa de melhora no cenário. Se o que está planejado for entregue, haverá um considerável avanço.
Por enquanto, o glamour fica só para a telinha.
Fonte: Folha on line

24 janeiro, 2013

Isso você tem que ler!

Você sabia?
 
César Lattes descobriu, junto com outros pesquisadores, a partícula atômica méson pi. Estudou física e matemática na Universidade de São Paulo. Com 19 anos era assistente da cadeira de Física Teórica. Trabalhou no laboratório montado nos Andes, na Bolívia, na Inglaterra e no Laboratório da Universidade de Bristol. César Lattes (1924-2005) nasceu em Curitiba, Paraná, no dia 11 de julho. Era filho de imigrantes italianos. Iniciou seus estudos em Curitiba. Mudou-se para São Paulo e ingressou no Colégio Dante Alighiere e depois na Escola Politécnica. Estudou na Universidade de São Paulo, onde cursou física e Matemática. Concluiu o curso no ano de 1943.

Entrevista com César Lattes datada de 1996 :
O senhor quase ganhou por duas vezes o Prêmio Nobel, não é mesmo?
César Lattes - O inglês Cecil Frank Powell ganhou o Prêmio Nobel de Física de 1950. Ele levou o prêmio pelo método de revelação fotográfica da partícula do meson pi. Era mais o velho de nós e era também inglês. Havia também o italiano Guiseppe Occhialini. Eu tinha 23 anos quando participei da descoberta, em 1947. Era muito novo. Ele era o professor residente em Bristol e nós pesquisadores associados. O prêmio acabou ficando para ele…
Em 1950, o senhor tinha 26 anos, um ano a mais que Einstein quando ele recebeu o Nobel…
César Lattes – Já imaginou que problema eu teria? Iria passar o resto da vida fazendo cartinhas de recomendação como o Einstein. Graças a ele, muitos maus cientistas conseguiram bons cargos em universidades.
E a segunda vez?
César Lattes – A segunda vez está relacionada à produção artificial de mésons. Isso foi no ano seguinte à descoberta do méson pi, em 1948. Essa pesquisa eu desenvolvi com o físico norte-americano Eugene Gardner. Na época, a comissão do Prêmio Nobel se interessou, e chegou a enviar uma carta para mim por meio da Universidade do Brasil, atual Universidade do Rio de Janeiro. Só que a burocracia interna fez com que a carta só fosse entregue a mim um ano depois. Neste período, meu parceiro de pesquisa morreu. E como não se dá prêmio póstumo, perdi a oportunidade.
Professor Lattes, o físico inglês Stephen Hawking afirmou, em seu livro “Uma breve história do tempo” que os físicos têm gasto tempo demais na pesquisa da física de partículas. O senhor concorda com isso?
César Lattes – Aquele livro é uma droga, uma porcaria. Ele não tem representatividade nenhuma na física. Sua fama é fruto só da imprensa. Ele é um mau caráter. O resumo da biografia do Newton que ele fez mostrou que ele morre de inveja do Newton. Hawking chamou o maior físico de todos os tempos de mau caráter, que gostava de dinheiro… é um pobre coitado.
Mas ele é um físico muito conceituado…
César Lattes – Ele pode ser conceituado na imprensa, mas não é conceituado no meio científico.
O senhor é tido como um crítico de Einstein, não é mesmo?
César LattesEinstein é uma fraude, uma besta! Ele não sabia a diferença entre uma grandeza física e uma medida de grandeza, uma falha elementar.
E onde exatamente ele cometeu a falha a qual o senhor está falando?
César Lattes – Quando ele plagiou a Teoria da Relatividade do físico e matemático francês Henri Poincaré, em 1905. A Teoria da Relatividade não é invenção dele. Já existe há séculos. Vem da Renascença, de Leonardo Da Vinci, Galileu e Giordano Bruno. Ele não inventou a relatividade. Quem realizou os cálculos corretos para a relatividade foi Poincaré. A fama de Einstein é mais fruto do lobby dele na física do que de seus méritos como cientista. Ele plagiou a Teoria da Relatividade. Se você pegar o livro de história da física de Whittaker, você verá que a Teoria da Relatividade é atribuída a Henri Poincaré e Hawdrik Lawrence. Na primeira edição da Teoria da Relatividade de Einstein, que ele chamou de Teoria da Relatividade Restrita, Ele confundiu medida com grandeza. Na segunda edição, a Teoria da Relatividade Geral, ele confundiu o número com a medida. Uma grande bobagem. Einstein sempre foi uma pessoa dúbia. Ele foi o pacifista que influenciou Roosevelt a fazer a bomba atômica. Além disso, ele não gostava de tomar banho…
Então o senhor considera a Teoria da Relatividade errada? Aquela famosa equação “E=MC²” está errada?
César Lattes – A equação está certa. É do Henri Poincaré. Já a teoria da relatividade do Einstein está errada. E há vários indícios que comprovam esse ponto de vista
Mas, professor, periodicamente lemos que mais uma teoria de Einstein foi comprovada…
César LattesÉ coisa da galera dele, do lobby dele, que alimenta essa lenda. Ele não era tudo isso. Tem muita gente ganhando a vida ensinando as teorias do Einstein.
Mas, e o Prêmio Nobel que ele ganhou por sua pesquisa sobre o efeito fotoelétrico em 1921?
César Lattes – Foi uma teoria furada. A luz é principalmente onda. Ele disse que a luz viajava como partícula. Está errado, é somente na hora da emissão da luz que ela se apresenta como partícula. E essa constatação já tinha sido feita por Max Planck.
O senhor chegou a conhecer os grandes físicos naquela época em que esteve na Europa e nos Estados Unidos?
César LattesConheci os irmãos Oppenheiner, o Robert e o Frank, que foram bons amigos meus. O Robert era mais um filósofo.
Mas foi ele que comandou o projeto da bomba atômica.
César Lattes – Sim. Ele coordenou a parte de Los Alamos, que produziu as primeiras bombas. Mas o Robert não era a favor da bomba. Ele se recusou a fazer a bomba de hidrogênio e foi colocado de lado por isso. Frank não era tão filósofo assim. Ele era mais pragmático. Ambos terminaram marginalizados por causa do macartismo, que perseguia esquerdistas nos EUA nos anos 50. Já o Enrico Fermi eu conheci superficialmente.
Por que o senhor não se transferiu para o exterior?
César Lattes – Não sou mercenário. Não me vendo, ainda mais para fazer guerra.
Estive vendo que o senhor tem três quadros de Portinari, um até com dedicatória…
César Lattes - Comprei uma gravura em aguaforte, que é um trabalho em série, em uma exposição. Quando ele ficou sabendo, veio correndo e me entregou uma segunda aguaforte com uma dedicatória (“Para o Lattes, glória do Brasil, e para Martha, com a auspiciosa admiração de Portinari”). O terceiro quadro, ele me deu tempos depois. Foi feito a lápis e reproduz uma cena da minha infância, que ele produziu de forma impressionante. Parecia até que ele tinha estado lá.
O senhor considera satisfatório o nível da física praticada hoje em dia no Brasil?
César LattesNão.
Por que?
César Lattes – Acho que hoje há muita química e pouca física nos centros de pesquisa do País. Atualmente, a moda na ciência é a física analisar as propriedades dos materiais. O que, para mim, está mais para a química do que para a nossa disciplina. Além disso, esse tipo de saber tem pouca aplicação no Brasil. Para quê indústria está se fazendo essa pesquisa? Para as indústrias dos países ricos.
Para onde então deveria se dirigir os esforços de pesquisa?
César Lattes - Para as fontes de energia alternativas e baratas. Haveria muito mais potencial de aplicação aqui desse tipo de conhecimento.
Qual sua avaliação da qualidade atual de nossas universidades?
César Lattes – Bem, a USP hoje em dia para mim está fossilizada. Deitou na fama e acomodou-se. Não há criatividade lá, como houve no passado. O caso da Unicamp não é muito diferente. Hoje em dia, valorizam-se mais os títulos e cargos do que a pesquisa pura nas universidades. Há papéis e computadores demais e reflexão e criatividade de menos. Outro problema, principalmente no caso da Unicamp, que conheço mais, é o inchaço do corpo burocrático, que consome a maior parte das verbas destinadas à universidade.
Qual problema o senhor vê com os computadores?
César Lattes – O computador trouxe uma certa preguiça intelectual para alguns cientistas. Pensa-se menos hoje em dia. Eu chegaria a dizer que alguns cientistas nem sequer pensam. Ficam dependentes do computador e deixam de lado a criatividade.
E como o senhor vê atualmente o papel do governo na educação?
César Lattes – Equivocado demais nas universidades federais, que estão com suas burocracias inchadas e nada preocupadas com a pesquisa primária, que é muito importante e fundamental.
Há muito tempo, a física descarta a hipótese da existência de Deus. Atualmente, como está a relação entre a religião e a ciência?
César Lattes – Acho que você está enganado. O maior de todos os físicos, Isaac Newton, pesquisou a Matemática e a ótica, mas também a alquimia e dedicou-se à pesquisa do Apocalipse de São João. O matemático que estabeleceu as bases da mecânica quântica acreditava em Deus.
Estive notando, o senhor fuma muito, e ainda por cima cigarro sem filtro…
César Lattes - Nem tanto assim. Fumo os sem filtro porque os de filtro fazem mal à saúde e, com os sem filtro, termino fumando só a metade do cigarro. Eu acabo por fumar um maço e pouco, no máximo dois. Além disso, o fumo e o café são estimulantes intelectuais.
Mas o fumo não faz mal à saúde?
César Lattes – Há muita estatística. Eu costumo dizer que, quando há muita estatística, é porque Deus ainda não se decidiu.
Estava notando a sua coleção de discos. O senhor não tem cd?
César Lattes – A gravação em cd é uma porcaria. Não registra direito graves e agudos. Então, procuro em sebos e compro um monte de discos de vinil de Vivaldi e Beethoven por R$ 1 e R$ 2.
Para Lattes, “o estudo só é válido se houver observação. Só teoria é conversa”. Ele diz , por exemplo, que a teoria do Big Bang fala de uma explosão criadora há 18 bilhões de anos, mas o sol tem “apenas” 5 bilhões de anos. Então de onde teria surgido a matéria? “Deus criou. Eu não brigo com os astrônomos por isso porque eu não os levo a sério”, disse o físico. Para ele, a explicação para o surgimento do universo está no primeiro livro da Bíblia.
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Lattes acreditava que a esposa do Einstein, Mileva Maric, era quem fazia os cálculos matemáticos. Interessante é que após a separação dos dois, Einstein não produziu mais nada.
Ainda há a dúvida para muitos se Einstein era um pacifista ou não, de fato. Para Lattes, Einstein recusou o convite do presidente Rossevelt para trabalhar no Projeto Manhattan, não por ser pacifista, mas sim, por não possuir nenhuma capacidade.
Einstein trabalhava em patentes. Sabia os que os contemporâneos pensavam. Para Lattes, ele só fez juntar essas peças e colocar de modo compacto idéias já desenvolvidas anteriormente, em partes soltas, por Poincaré, Lorentz, e um físico italiano chamado Olinto de Pretto.
A imprensa quando quer, consegue. Albert Einstein e Stephen Hawking viraram gênios, e César Lattes, um louco.

O Sol de 2013

A equipe do SDO, que pertence à NASA, fez uma colagem das diversas imagens que os diferentes sensores do observatório fazem do Sol, mostrando a riqueza de informações que instrumentos adequados podem gerar.

11 dezembro, 2012

I Seminário de Inovação, Pesquisa e Extensão IFPR

No dia 05 de dezembro, a Pró-Reitoria de Extensão, Pesquisa e Inovação (Proepi) do Instituto Federal do Paraná (IFPR) promoveu o encontro e palestra de pesquisadores da UFPR e SIMEPAR/FACEAR, com o propóstito de divulgar, durante o I Seminário de Extensão, Pesquisa e Inovação (SEPIN), a importância da pesquisa e da extensão, aliadas com a inovação.
O prof. Dr. Armando Heilmann, fez sua palestra com o título: A Física das Descargas Atmosféricas e as Tecnologias de Monitoramento.


06 dezembro, 2012

Petróleo no Espaço

O valioso óleo pode ser de origem mineral, e não um composto fóssil oriundo da degradação de matéria orgânica.
Jérôme Pety e seus colegas descobriram os hidrocarbonetos interestelares - moléculas de C3H+ - usando o radiotelescópio de 30 metros do Instituto de Radioastronomia Milimétrica (IRAM), na Espanha.
Devido à forma peculiar e facilmente reconhecível que lhe deu o nome, a Nebulosa Cabeça de Cavalo é um dos objetos celestes mais fotografados pelos astrônomos.


Mas é também um fantástico laboratório de química interestelar, onde o gás de alta densidade, aquecido pela luz de uma estrela supermaciça, continuamente interage e desencadeia reações químicas em muitos níveis.
A molécula C3H+ descoberta pelos astrônomos pertence à família dos hidrocarbonetos, sendo parte das fontes de energia mais utilizadas hoje em nosso planeta, o petróleo e o gás natural.
A descoberta do "petróleo espacial", segundo os pesquisadores, "confirma que esta região é uma ativa refinaria cósmica".
"A Nebulosa contém 200 vezes mais hidrocarbonos do que a quantidade total de água na Terra," disse Viviana Guzman, membro da equipe.

fonte:The IRAM-30 m line survey of the Horsehead PDR - First detection of the l-C3H+ hydrocarbon cation
J. Pety, P. Gratier, V. Guzmán, E. Roueff, M. Gerin, J. R. Goicoechea, S. Bardeau, A. Sievers, F. Le Petit, J. Le Bourlot, A. Belloche, D. Talbi
Astronomy & Astrophysics
Vol.: 548, A68
DOI: 10.1051/0004-6361/201220062

11 outubro, 2012

IV Seminário de Fenômenos de Transporte

No primeiro Semestre de 2012, os alunos do curso de eng. de Produção da Faculdade Educacional Araucária - FACEAR, disponibilizaram durante sua apresentação um video sobre ressalto hidráulico.

Parabéns aos futuros eng´s. de Produção, pela iniciativa e dinâmica das apresentações.
veja o video:
http://www.youtube.com/watch?v=jPOKsV95Mt0

05 outubro, 2012

Destruindo Concreto usando Descargas Elétricas

A moda é sustentabilidade.
Para dar um descarte correto a milhões de toneladas de pedaços de concreto retirados de obras e demolições todos os dias, e oferecer um custo menor nas construções pelo reuso do concreto descartado, o Dr. Volker Thome, do Instituto de Física das Construções, em Holzkirchen, na Alemanha, utiliza descargas elétricas para obter de volta as partículas de brita incorporadas no concreto, e reutilizá-las sem perda de qualidade, para o que a moagem não é uma solução adequada.



É a chamada fragmentação eletrodinâmica.



Esta técnica permite que concreto seja dividido em seus componentes individuais - agregado e cimento.
O método de "desmontagem" do concreto consiste em uma autêntica tempestade de raios, rompendo o concreto com descargas elétricas.
A  força dielétrica, isto é, a resistência de um fluido ou sólido a um impulso elétrico, não é uma constante física, mas varia com a duração do raio.

Com uma descarga extremamente curta - menos de 500 nanossegundos - a água atinge imediatamente uma força dielétrica mais alta do que a maioria dos sólidos, isto significa que, se o concreto estiver imerso em água e for atingido por uma descarga de 150 nanossegundos, o raio vai correr através do sólido, e não através da água.

O primeiro impulso enfraquece mecanicamente o material. Em seguida, forma-se um canal de plasma no concreto que cresce durante alguns milésimos de segundo, produzindo uma onda de pressão de dentro para fora.

O concreto é dilacerado e dividido em seus componentes básicos, estando todos prontos para reúso.
No experimento em escala de laboratório, os pesquisadores já conseguem processar uma tonelada de resíduos de concreto por hora.

A expectativa é que, dentro de dois anos, o sistema possa estar operando em escala industrial, pronto para lançamento no mercado.

Você vai gostar de ver este site:

http://www.selfrag.com/

13 setembro, 2012

Energia que vem do Vento

Está quase tudo pronto para a montagem da maior turbina eólica do mundo.
Cada uma das pás mede 75 metros de comprimento.
Três delas formarão o rotor de 154 metros de uma usina-protótipo que está sendo construído pela Siemens no campo de Osterild, na Dinamarca.
A área total coberta pelo rotor alcançará 18.600 metros quadrados, equivalente a quase 2,5 campos de futebol - o diâmetro é quase suficiente para acomodar dois jatos Airbus A380 lado a lado.

 A área total coberta pelo rotor da maior turbina eólica do mundo alcançará 18.600 metros quadrados, equivalente a quase 2,5 campos de futebol. [Imagem: Siemens]


Quando em operação, a super turbina eólica, girando a 10 metros por segundo, extrairá energia de 200 toneladas de ar por segundo.
Devido às forças a que a turbina estará sujeita, cada pá teve que ser feita em um molde único - é o maior componente individual de fibra de vidro já produzido.

Tudo junto representou uma diminuição de 20% no peso, por sua vez reduzindo as exigências sobre as fundações, a torre e a nacele.

Há 30 anos, uma turbina eólica típica tinha um rotor de 10 metros (cada pá media 5 metros de comprimento) e eram capazes de gerar 30 kW.
A maior turbina do mundo agora terá um rotor de 154 metros (cada pá com 75 metros de comprimento) e deverá produzir 6 MW, uma capacidade 200 vezes maior.

Fonte: Siemens

17 agosto, 2012

Satélite de estudantes pode esclarecer mistério dos raios gama terrestres

Um pequeno satélite de observações, do tamanho de uma caixa de sapatos, pretende elucidar um dos fenômenos mais enigmáticos da atmosfera terrestre.

Até há pouco tempo desconhecidos da ciência, os raios gama terrestres são ejeções de energia 1.000 vezes mais potentes do que as auroras, embora seus raios não sejam emitidos em luz visível.
As emissões de raios gama terrestres são verdadeiros aceleradores naturais de partículas - as partículas individuais em uma TGF superam os 20 mega-elétron volts.

Agora, um cubesat - ou picossatélite - batizado de Firefly (vagalume), vai tentar lançar algumas luzes mais visíveis sobre o fenômeno, que os cientistas acreditam estar associados com os raios atmosféricos.

Seriam elas causadas pelos relâmpagos, ou seriam elas a causa dos relâmpagos? Seriam essas emissões as culpadas por partículas de alta energia que frequentemente danificam satélites de comunicação?

26 julho, 2012

A pedido dos alunos

Iniciamos mais um semestre letivo....

"que a força esta com você...!"

E para aqueles de coração forte, um gráfico estatístico do desempenho das turmas do semestre anterior.






Sem legenda!

21 julho, 2012

Aluno é criativo mesmo!

Professor Armando, que estais na sala,
Benevolente seja a vossa prova,
Seja de Física ou de Fenômenos de Transporte.
O zero nosso de cada dia, não nos dai hoje
Perdoais as nossas bagunças.
Assim como nós perdoamos os vossos teoremas,
Não nos deixeis ficar para exame,
Mas livrainos da reprovação, Amém.


Ave, Prof. Heilmann, cheio de conteúdo,
O temor é convosco,
Bendita seja a vossa prova,
Santa cola mãe do aluno,
Rogai por nós, pobrezinhos
Agora e na hora da prova bimestral, Amém.

19 junho, 2012

Tendências

Antevendo, sem possuir a capacidade de "visão além do alcance", o uso de veras abusado da palavra "Sustentabilidade", resolvi então, eu mesmo re-definir um termo pouco usado na literatura acadêmica, e um adjetivo pouco praticado pelos meios educacionais. Conhecimento Sustentável.


Em um artigo que resolvi iniciar sobre esse assunto, percebi que se fala muito sobre Educação na/para a Sustentabilidade, até em Educação Sustentável, mas como definir um Conhecimento Sustentável? o que fazer com esse Conhecimento escrito com "C" maiúsculo?

Numa definição conceitual, Conhecimento Sustentável remete à Aprendizagem Contínua, que remete ao Domínio de Técnicas, que remete à Contextualizações, que remete à Capacidade de Realizar/Executar Trabalho, que remete ao Estudar para Aprender a Saber.

Deste fluxograma que ramifica-se em ações que podem ser pensadas por disciplinar sociais, humanas e inclusive exatas, como Física, Matemática, a melhor definição para o Conhecimento Sustentável é o armazenamento renovável de informações prático/teóricas contextualizadas pelo indivíduo, e aplicada técnico/cientificamente na proposta de solucionar problemas ou aprimorar melhorias específicas e objetiva, tornando o indivíduo num expertise da correlação das diferentes competências adquiridas no universo acadêmico.

Conhecimento Sustentável deve oferecer oportunidades de aprendizagem contínua, é reutilizado, é renovado e portanto, não pode ser exclusivo.

05 junho, 2012

Nossa Lingua Portuerrada

Numa reunião, em conversa com amigos e colegas, no horário político e o que é pior em sala de aula, a algum tempo, não era raro se ouvir constantemente o termo "a nível de".

A moda mais recente, e que parece resistir ao uso correto do gerúndio é o que passou a ser chamado de: gerundismo.

Pode não parecer, mas incomoda ouvir:

"Você poderá estar comprando por telefone", "Vou estar lhe retornando...", "Vamos estar construindo"..."Estar fazendo..." "Estar verificando...", "Estar passando..."....

As frases acima passam por uma desconstrução viciosa, associada a um modismo e com explicações que remetem a lingua inglesa do termo: "I will be + gerúndio".

A Fuvest já tomou partido dessa discussão. Transcreveu o seguinte fragmento de uma crônica: Quando a teleatendente diz: "O senhor pode estar aguardando na linha, que eu vou estar transferindo sua ligação", ela pensa que está falando bonito.

Há contextos em que a construção ir + estar + gerúndio é perfeitamente correta. Isso ocorre quando enunciamos uma ação a ser praticada no futuro e que deverá ocorrer simultaneamente a outra ação, também futura, é claro. Por exemplo: Amanhã, quando você estiver fazendo a prova, eu vou estar viajando para Recife.
O erro se verifica quando construções como vou estar viajando são empregadas para substituir o simples futuro do presente. Em lugar de dizer Amanhã vou viajar (ou viajarei) para Recife, as pessoas dizem: Amanhã vou estar viajando para Recife.

Por que "erro"? Porque a construção é empregada fora do contexto que a legitima e é usada para uma finalidade que a tradição e as normas vigentes da língua não lhe atribuem, qual seja a de indicar uma simples ação futura.

O sufixo ismo de gerundismo, como ocorre em consumismo, derrotismo, oportunismo, veicula a idéia pejorativa de tendência viciosa, mania, mau uso...


adaptado de: mundovestibular

21 maio, 2012

Parar e Pensar: Como chamamos nosso professor

Texto adaptado!

















Um texto postado por um doutor em educação pela USP aponta muito bem as diversas formas de nos dirigirmos ao professor(a), quantas formas podemos chamar um professor?


Maneira antiga era chamar a professora de "tia". Se a escola é continuação da família, a professora é a segunda mãe. Paulo Freire se revoltou: "tia não". Alunos não são parentes. Tia recebe presente, tia a gente não esquece, tia a gente respeita. Tia podia (hoje não pode mais) até dar umas palmadas, porque a mãe apoiava e até incentivava.

É comum entre alunos mais velhos chamar o professor de mestre. Mesmo que não tenha mestrado. A nisso certamente o educador Paulo Freire estaria de acordo, porque o mestre tem respostas, conta parábolas, transmite conteúdos e experiências. Mesmo com doutorado, mestre será sempre mestre. Mestre tem algo de maestro, de harmonizador. Mestres mostram o caminho, merecem homenagem.

No internetês e no diálogo entre estudantes do ensino médio e universitários de hoje, professor é prof. No entanto os processos educacionais afirmam que Prof não tem o ponto de prof., é interrupção abrupta, interrupção ou preguiça, ou então sinal de intimidade. Prof pode chegar ao mínimo, ao prô. Embora ser prô não diminui o professor e valha para professora e professor, possui uma conotação pouco valorosa, uma profissão comum de se alcançar.

Há ainda os que chamam professor de teacher. Mesmo que o aluno não saiba inglês, pede ao teacher alguma explicação. Teacher não é deste país, nem deste mundo. Engraçado alguém se referir ao teacher que ministra aulas de língua portuguesa...

E o professor que se chama professor. Professor porque sabe professar o que conhece. Há quem diga que professor é nome menor. Segundo as correntes pedagógicas o correto mesmo seria chamarmos de educador, porque educador vai mais longe, não está preso entre as quatro paredes da sala de aula.

Existe a forma condenável que é chamar o professor pelo nome de batismo. É o João, o Marcos, a Beatriz, a Inês, cidadãos dedicados à tarefa de ensinar, mas que dispensam seus títulos. Não serão "senhor" ou "senhora". Informalmente serão o que são, pessoas que descobriram sua vocação, mas que por serem chamados pelo nome passa a conotação de que sua função é pouco reconhecida. Professor é professor, pelo menos dentro da sala de aula, e não João, Marcos, Beatriz ou Inês apenas. São estes as nossas referências diárias e é para isso que serve os pronomes de tratamento.

Não tenhamos medo da palavra "vocação". Vocare, no latim, é chamar. Professor é aquele que se sente chamado a dialogar com os alunos. Aluno, por sua vez, procede de outro verbo latino, alere, referente à alimentação. Aluno se alimenta das palavras do professor, de sua capacidade para transformar conhecimento próprio em descobrimento do outro.

13 abril, 2012

Experiências caseiras de Fenômenos de transporte

Veja:

http://www.seara.ufc.br/sugestoes/fisica/sugestoesfisica.htm

11 abril, 2012

Propriedades magneticas dos materiais

Paramagnéticos

Sódio Na [11] (metal alcalino)
Magnésio Mg [12] (metal alcalino-terroso)
Cálcio Ca [20] (metal alcalino-terroso)
Estrôncio Sr [38] (metal alcalino-terroso)
Bário Ba [56] (metal alcalino-terroso)
Alumínio Al [13] (metal terroso) É o material paramagnético preferido para aplicações em catapultas eletromagnéticas lunares, utilizando rególito como minério.
Oxigênio O [8] (ametal calcogênio) Na forma líquida.
Tecnécio Tc [43] (metal de transição externa) (elemento artificial)
Platina Pt [78] (metal de transição externa) (metal nobre)
Disprósio Dy [66] (metal de transição interna) (lantanídeo)
Urânio U [92] (metal de transição interna) (actinídeo)

Diamagnéticos

Zn
Cd
Cu
Ag
Sn

Ferromagnéticos

Ferro
Níquel
Cromo

Exemplo do arquivo a ser disponibilizado em .doc