Acompanhe o Monitoramento dos Raios em Tempo Real

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30 junho, 2014

Ventos solares intensificam raios na Terra


Os cientistas descobriram que quando rajadas de partículas solares entram em nossa atmosfera em alta velocidade, o número de raios aumenta.
Já se sabia que a chegada desses ventos solares na atmosfera podia gerar as auroras polares - boreais e austrais -, mas a nova pesquisa mostra que eles podem influenciar também o clima.
Os cientistas descobriram que quando a velocidade e a intensidade dos ventos solares aumentam, também aumenta a incidência de raios.
Os pesquisadores dizem que o clima turbulento dura mais de um mês depois que as partículas atingem a Terra.
Usando dados do norte da Europa, os pesquisadores descobriram que havia uma média de 422 raios nos 40 dias após o vento solar de alta velocidade atingir a Terra, comparados com os 321 raios em média nos 40 dias anteriores.
Os pesquisadores ainda não estão seguros sobre a forma como isso ocorre, mas dizem que as partículas podem estar penetrando nuvens em tempestades, facilitando a descarga elétrica por meio dos raios.
"O que precisamos fazer agora é rastrear essas partículas energéticas pela atmosfera, para ver se conseguimos descobrir onde elas vão parar", diz Scott.
"Sabemos que essas partículas não são suficientemente energéticas para chegar ao solo, então devem parar em algum lugar na baixa atmosfera. Precisamos saber exatamente onde", explica.
Apesar disso, ele observa que já existem muitas informações sobre o destino dessas partículas, que podem ajudar com a previsão de tempestades.

"Essas rajadas de ventos solares podem ser muito previsíveis. Sabemos que o Sol completa a rotação em 27 dias, então há uma taxa de repetição muito alta. Se observamos elas uma vez, sabemos que dali a 27 dias elas estarão de volta", disse Scott.
Apesar de os dados usados na pesquisa serem específicos da Europa, os pesquisadores acreditam que o efeito é global.


Num outro artigo:
High-speed solar winds increase lightning strikes on Earth
Scientists have discovered new evidence to suggest that lightning on Earth is triggered not only by cosmic rays from space, but also by energetic particles from the sun. Researchers found a link between increased thunderstorm activity on Earth and streams of high-energy particles accelerated by the solar wind, offering compelling evidence that particles from space help trigger lightning bolts.
VIDEO - CLIQUE AQUI



fonte: Evidence for solar wind modulation of lightning C. J. Scott, R. G. Harrison, M. J. Owens, M. Lockwood, L. Barnard Environmental Research Letters Vol.: 9, 055004 DOI: 10.1088/1748-9326/9/5/055004

25 abril, 2014

Raios vão ajudar a evitar apagões


Raios são bem conhecidos como inimigos das redes de energia.
Mesmo quando eles não causam o desligamento total da rede, causando os apagões, as correntes induzidas pelos raios - os chamados transientes naturais - desgastam rapidamente a saúde dos componentes ao longo da rede de distribuição.
Roya Nikjoo, do Instituto Real de Tecnologia da Suécia, decidiu ver o lado positivo da coisa e analisar se poderia tirar algum proveito dos raios em benefício das redes elétricas.
O que ela descobriu poderá não apenas ajudar a monitorar a saúde dos componentes elétricos, como também evitar os apagões.
A técnica pode ser considerada como uma espécie de "medicina preventiva" para a rede elétrica - os componentes podem ser substituídos ou consertados antes que falhem de forma catastrófica, geralmente induzindo defeitos nos componentes vizinhos.
Nikjoo desenvolveu um sistema que usa os transientes naturais para medir o desgaste dos componentes de potência.
As medições começam quando os sinais criados pelos raios derrubam um circuito elétrico, interrompendo a corrente ou desviando-a de um condutor para outro.
Esses sinais são usados como "estímulos" para obter uma resposta dos componentes de energia, explica Nikjoo.
A saída é uma representação gráfica do sistema, da mesma maneira que um ultra-som produz uma imagem de um feto.
"É como tirar a impressão digital do componente," disse Nikjoo. "Conforme essa digital muda, eu posso usá-la para identificar o bem-estar do componente, e saber se algo está errado."
"Nós podemos usar essas altas tensões para obter mais informações sobre o estado de componentes como transformadores e isoladores do que por meio das inspeções tradicionais," conclui a engenheira.

Redação do Site Inovação Tecnológica - 16/04/2014

Brasileiros criam água eletrizada

 Com informações da Agência Fapesp - 17/04/2014

Apesar de sua importância para a compreensão de fenômenos relacionados à eletricidade atmosférica, como os raios, e de ter dado origem a tecnologias como a da fotocópia, a área da eletrostática permanecia praticamente estagnada até a última década.
A principal razão para isso era a falta de novas teorias e técnicas experimentais que permitissem identificar e classificar adequadamente quais entidades, íons ou elétrons conferem carga aos materiais.
As coisas começaram a mudar graças a um grupo de pesquisadores brasileiros reunidos no Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Materiais Complexos Funcionais (Inomat), que tem sua sede na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Os pesquisadores do grupo de Galembeck descobriram que a água na atmosfera pode adquirir cargas elétricas e transferi-las para superfícies e outros materiais sólidos ou líquidos.
Por meio de um experimento em que utilizaram minúsculas partículas de sílica e de fosfato de alumínio, os pesquisadores demonstraram que, quando exposta à alta umidade, a sílica se torna mais negativamente carregada, enquanto o fosfato de alumínio ganha carga positiva.
A descoberta da eletricidade proveniente da umidade - denominada pelos pesquisadores brasileiros de "higroeletricidade" - teve repercussão mundial.

Segundo Galembeck, a descoberta abriu caminho para o desenvolvimento da "água eletrizada" - água com excesso de cargas elétricas -, em condições bem definidas, que pode ser útil para o desenvolvimento de sistemas hidráulicos.
"Em vez da pressão, o sinal utilizado em um sistema hidráulico com base na água eletrizada poderia ser o potencial elétrico, mas com corrente muito baixa, da própria água", explicou.
Outra possibilidade mais para o futuro seria o desenvolvimento de dispositivos capazes de coletar eletricidade diretamente da atmosfera ou de raios.
"Fizemos algumas tentativas nesse sentido, mas não obtivemos resultados interessantes até agora", contou Galembeck. "Mas essa possibilidade de captar a eletricidade da atmosfera existe e já descrevemos um capacitor carregado espontaneamente quando exposto ao ar úmido."

A descoberta pode contribuir para o desenvolvimento de materiais mais resistentes aos desgastes ocasionados pelo atrito, tais como lonas de freio e pneus de automóveis, ou com menor consumo de energia.

09 abril, 2014

Profissões e Áreas com Maior e Menor Demanda

Países como o Canadá tem oferecido ótimas oportunidades de trabalho, contudo uma pesquisa feita pelo CIBC World Markets (empresa filial do Banco CIBC) sobre as áreas de maior e menor demanda no mercado de trabalho canadense, mostra que se por lá já existem profissões saturadas, isto pode refletir diretamente em nosso país.
A lista completa por ser obtida diretamente do site =>: CliqueAqui

Profissões em Alta:
  • Gerentes de engenharia, arquitetura, ciência e sistemas de informação
  • Gerentes de saúde, educação e serviços comunitários e sociais
  • Gerentes de construção e transporte
  • Auditor, contador, e profissionais da área de investimento
  • Recursos humanos
  • Profissionais da área de ciências naturais e aplicadas
  • Profissionais de ciência física
  • Engenharia (principalmente mecânica, elétrica e química)
  • Médicos, dentistas e veterinários
  • Optometrista e quiroprático
  • Farmacêuticos e nutricionistas
  • Enfermeiros
  • Psicólogos e assistentes sociais
  • Profissionais da área de mineração, petróleo e gás
Profissões Saturadas:
  • Gerentes de manufaturação
  • Tarefas administrativas no geral (secretários, assistentes de escritórios)
  • Carteiros e outros profissionais do ramo
  • Professores de ensino fundamental e secundário, conselheiros de escola
  • Caixas
  • Profissionais na área de comida e bebida
  • Guia de turismo, profissionais recreativos e do setor de viagens
  • Açougueiros e padeiros
  • Alfaiates, sapateiros, joalheiros e outros profissionais do ramo
  • Pescadores
  • Operadores de máquinas e trabalhadores na área de processamento de produtos minerais/metais
  • Profissionais da área de produção de papel e processamento de madeira

19 fevereiro, 2014

Tirando fotos das Auroras

A Aurora Boreal acontece graças às explosões solares que acontecem em um ciclo de 11 anos. Estamos atualmente no pico deste ciclo e por isso as chances de ver as luzes são as melhores. Embora não se possa garantir a ocorrência de um fenômeno natural a Insight Travel Experiences oferece viagens diretamente para caçar às auroras boreais na Noruega - são 3 dias em Oslo e 5 dias em Tromsø (a capital da Aurora Boreal).
Veja mais em:
http://aventuraboreal.com.br/


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16 dezembro, 2013

Discurso Paraninfo - 2013

Satisfação imensa poder oferecer minhas palavras de motivação e incentivo, aos meu mais novos afilhados dos cursos de Engenharia Civil e de Produção - FACEAR - 2013/02.
Obrigado pelo convite.
É sempre uma honra!




Discurso de Paraninfo 2013

Ilmo. Sr. Diretor da Faculdade Educacional Araucária, prof. Murilo Martins de Andrade

Estendendo meus cumprimentos a todos os membros da mesa, Senhores pais e demais familiares.

meus afilhados: Boa Noite

Entre a chegada e a partida, durante esta trajetória acadêmica, tivemos tempo para pensar, discutir, melhorar. E como Guimarães Rosa dizia: “O importante não é chegar e nem partir, é a travessia!”.

Como será de agora em diante?
O que virá na sequência desta formatura?

Jacob Riis, fotógrafo dinamarquês disse que: quando nada me ajuda, olho o cortador de pedras martelando sua rocha, talvez centenas de vezes sem que uma única rachadura apareça. No entanto, na centésima primeira martelada, a pedra se abre em duas, e eu sei que não foi aquela a que conseguiu, mas todas as outras que vieram antes.

O que eu quero dizer com isso é que, hoje muitos jovens, que entram como treinee numa empresa, se depois de 2 anos não assumirem a função de gerente ou diretor, se sentem fracassados, e porque?
PORQUE ele não tem noção de carreira, não tem noção de tempo, não tem noção de hierarquia, não tem paciência, não são persistentes, não possuem MOTIVAÇÃO, para continuar a busca.


Uma das qualidades que se espera hoje de um profissional é a capacidade de indignação, liderança, e de gestão estratégica, para avaliar os riscos de um projeto, os riscos financeiros, emocionais e humanos, como a atitude de um estrategista diante de uma batalha.

Aliás, o nome que se dava ao general na antiguidade, na Grécia antiga, era Estratégo.
Era ele quem antes de uma batalha, subia uma montanha que dava para uma planície, e enxergava a batalha antes que ela acontecesse isto significa ser capaz de planejar, antecipar, antever. Olhar o futuro como se ele fora presente, e averiguar capacidade de corte de abastecimento, de emboscada e de ataque, uma Capacidade de Avaliação.

A formatura é uma vírgula num grande texto avaliativo, que começou a ser escritos por vocês, lá atrás, no ensino fundamental.
Agora todos e todas devem continuar escrevendo suas vidas, suas expectativas, seus objetivos, sem perder a capacidade de indignação, pois ao nos formarmos num curso superior, já temos a capacidade de entender que autoridade não é autoritarismo e que desejos não são direitos.

Nossa educação é classificada internacionalmente na posição 57, de um total de 65 países avaliados e, ainda temos que ouvir nossas lideranças nacionais afirmarem que “...o país evoluiu...”.
Tudo pode evoluir, erros podem evoluir, câncer pode evoluir, quando morremos “evoluímos para óbito”, nada está pronto, ninguém nasce pronto, nós nascemos “não prontos” e devemos sim evoluir, devemos nos atualizar e deixar de acreditar que modismos nos farão mais especiais, que o consumismo nos dará uma melhor posição social melhor, pois assim perdemos nossa capacidade de indignação e, passamos a aceitar o que nos é dito naquele Jornal, ensanduichado entre duas Novelinhas.

Portanto, criem suas estratégias, alimentem-se de uma motivação sejam críticos, e não se rendam as exacerbadas mediocridades do consumismo; da aparência pelo status ou da inconsequente exaltação de suas dificuldades. Pois, a derrota é uma iguaria que os perdedores confeccionam para os já vencidos comerem.
Não confunda informação com conhecimento, escolha com sapiência entre ser importante ou fazer falta, atente para as orientações do mercado, das ciências, das inovações tecnológicas, sejam criteriosos nas suas escolhas, anseie pelo novo e tenha cuidado com as novidades, leia tudo, assista a tudo, estique o braço, não se desespere diante dos desafios, seja firme de caráter, trabalhe “ao lado de”, e não “do lado de”, sejam criativos nas perguntas.

Findo esta mensagem usando outra frase que eu acho estupenda. Uma frase da escritora Clarise Linspector que diz: “ O melhor de mim é o que eu ainda desconheço..”
Sendo assim, meus caros afilhados: “ descubram-se para a vida..., encontrem o seu “ainda melhor”.”.

Parabéns.......sucesso a todos e todas.

13 dezembro, 2013

Somos melhores que a Argentina...

...Isto não basta e não pode ser referência.
Não temos que olhar para o lado, mas para frente.

Enquanto vamos a escola por 4 ou 5 horas durante o ensino médio e fundamental, os países em primeiro lugar no ranking de "qualidade de ensino", usam mais 5 ou 6 horas de estudos em matemática, jogos educativos, leitura e ciências.

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14 novembro, 2013

Pedindo ajuda - Prova 2 Bimestre - 2013

Disciplina: Fenômenos de Transporte
Dia: 29/11 (quarta feira)
Hora: 19h30min

Pedindo Ajuda

Professor que estás na sala,
Equilibrada seja a sua paciência...
Seja feita a sua prova,
Com cuidado e benevolência.

O Dez nosso de cada dia nos dê sempre,
Perdoe as nossas faltas,
assim como nós perdoamos suas equações...
Não nos deixe em recuperação,
e nos livre da reprovação...

22 setembro, 2013

Turbina eólica explode espetacularmente durante tempestade

Não é a primeira vez que uma turbina eólica se incendeia, mas o que está desafiando os engenheiros é por que esta explodiu tão espetacularmente.[Imagem: Stuart McMahon]


Esta incrível explosão de uma turbina eólica ocorreu em North Ayrshire, na Escócia, nesta quinta-feira.
Não é a primeira vez que uma turbina eólica se incendeia, mas o que está desafiando os engenheiros é por que esta explodiu tão espetacularmente.
O acidente ocorreu durante uma tempestade em que os ventos podem ter superado os 200 km/h.
Ocorre que as turbinas eólicas possuem um sistema de proteção que as desliga quando o vento supera os 90 km/h.
Obviamente o sistema não funcionou neste caso.
Caixa de câmbio
A maior preocupação é que a turbina arremessou grandes pedaços de peças a grandes distâncias, algumas delas em chamas.
Até agora, a única preocupação dos moradores no entorno dos parques eólicos era o barulho das turbinas.
Segundos antes da explosão, toda a "capa" de revestimento das pás, feita de fibra de carbono, se soltou e foi embora com o vento.
A fabricante da turbina, a dinamarquesa Vestas, afirmou que vai investigar as causas do acidente, levantando a hipótese de que as engrenagens que mantêm a rotação da turbina constante podem ter falhado, impedindo o seu desligamento automático.

FONTE: Com informações da New Scientist - 10/12/2011

Relâmpago escuro é evento de maior energia na Terra

Explosão de raios gama terrestres

Quando elétrons relativísticos colidem com as moléculas de ar, eles geram raios gama - o relâmpago escuro - que dispara rumo ao espaço. [Imagem: Studio Gohde]

Cientistas acreditam ter finalmente documentado a associação entre uma explosão de radiação de alta energia, chamada "relâmpago escuro", com os relâmpagos comuns que ocorrem durante tempestades.
Os relâmpagos escuros são uma explosão de raios gama gerados durante as tempestades por elétrons em movimento extremamente rápido que colidem com as moléculas de ar.
O relâmpago escuro é a radiação mais energética produzida naturalmente na Terra, sendo poderosa o suficiente para ejetar antimatéria para o espaço.
Os pesquisadores chamam essas explosões, que só foram descobertas em 1991, de flashes de raios gama terrestres - as explosões de raios gama são comumente associadas com eventos cosmológicos.
Embora já se soubesse que os relâmpagos escuros ocorram naturalmente em tempestades, os cientistas ainda não sabem com que frequência essas explosões ocorrem e nem se elas são geradas pelo mesmo evento que gera os raios comuns.
A nova descoberta fornece evidências observacionais de que os dois fenômenos estão conectados, embora a natureza exata da relação entre o raio luminoso comum e a variedade escura ainda esteja mergulhada em nuvens escuras.
"Nossos resultados indicam que os dois fenômenos, relâmpagos brilhante e escuro, são processos intrínsecos na descarga de um raio," afirmou Nikolai Ostgaard, da Universidade de Bergen, na Noruega.
Tempestade na Venezuela
Ostgaard e seus colegas reanalisaram dados obtidos por dois satélites artificiais independentes que coincidentemente sobrevoavam a Venezuela a 300 quilômetros de altitude quando um poderoso raio explodiu dentro de uma nuvem de tempestade.
Um dos satélites estava equipado com uma câmera visível voltada para o solo, e o outro tinha a bordo um detector de raios gama.
Cruzando os dados dos dois, os pesquisadores acreditam já ter dados suficientes para arriscar uma hipótese sobre a origem das explosões de raios gama terrestres.
Segundo eles, o raio cria uma cascata de elétrons que se deslocam próximo da velocidade da luz.
Quando esses elétrons relativísticos colidem com as moléculas de ar, eles geram raios gama - o relâmpago escuro - e elétrons de energia mais baixa, que são os principais transportadores da corrente elétrica que produz o relâmpago visível.
Informações mais detalhadas sobre o evento deverão ser fornecidas por um satélite desenvolvido por estudantes e que será enviado ao espaço pela NASA: 

Bibliografia:

Simultaneous observations of optical lightning and terrestrial gamma ray flash from space
N. Ostgaard, T. Gjesteland, B. E. Carlson, A. B. Collier, S. Cummer, G. Lu, H. J. Christian
Geophysical Research Letters
DOI: 10.1002/grl.50466

06 agosto, 2013

Lightning in Space



 A cor vermelha caracteriza um Sprite.
 Tempestades sobre a Africa.



 flashes_near_landmark_Palacio_Salvo_Montevideo_Uruguay_February_28_2012



 Jiangxi province July 20 2010 China


 Lake Michigan_Streeterville north downtown Chicago




 Sprite em alta resolução


Warsaw Poland on June 20 2012

30 julho, 2013

10 dicas do que não fazer num trabalho científico

1. NÃO PROCRASTINE
Parece mágica: é só sentar em frente ao computador para escrever nosso trabalho que qualquer coisa na internet ou na televisão se torna mais atraente e interessante. De vídeos de humor no YouTube a chamadas sobre a Nana Gouveia no site da Globo. E é aí que mora o perigo: o tempo passa, o prazo final se aproxima, e aquilo que poderia ter sido escrito com calma e muito cuidado, acaba por ser escrito às pressas. A dica aqui é uma só: disciplina. Organize seu tempo, estabeleça metas diárias, semanais e mensais, e se policie. Está com bloqueio criativo? Fica encarando o cursor piscando na tela em branco? Pare de pensar que seu trabalho necessita ser escrito de forma linear, ou seja, do começo ao fim. Comece escrevendo qualquer parágrafo, trecho ou parte que lhe vier à cabeça naquele momento. Você irá perceber que após começar, uma ideia vai puxando outra, e o texto irá fluir naturalmente.
2. NÃO SEJA PERDIDO
Uma frase repetida à exaustão em palestras motivacionais para empresários é “para quem não sabe aonde quer chegar, qualquer lugar servirá“. Pois esta ideia se aplica à elaboração do seu trabalho acadêmico também. Depois de todo o trabalho de coleta e análise dos dados, e com suas hipóteses e seus objetivos em mente, escreva suas conclusões. As conclusões não devem ser a última parte a ser escrita. Devem ser a primeira. Assim, é possível planejar todo o texto para que o mesmo conduza e prepare o leitor para as conclusões. A definição das conclusões do trabalho também poderá auxiliá-lo na redação de todo o texto, principalmente, na discussão dos resultados.
3. NÃO ECONOMIZE NA LEITURA DE ARTIGOS
Em primeiro lugar, ler mais irá lhe auxiliar a escrever melhor. Você deve ouvir isso desde o ensino fundamental. Acredite, é verdade. Além disso, ler vários artigos relacionados ao seu tema irá lhe proporcionar maior segurança na discussão de seus resultados e outras formas de observar seu problema de pesquisa. Dominar o assunto sobre você está escrevendo e fundamental, por isso, não tenha preguiça de ler muitos artigos.
4. NÃO SUBESTIME A ABNT
Não existe nada mais chato que formatar um texto segundo as normas da ABNT. Evite deixar para fazer isso apenas após o término do trabalho, quando provavelmente estará cansado e sem muita paciência. Aprenda as normas previamente e já escreva seu texto segundo as mesmas, principalmente se você não utiliza um gerenciador de citações bibliográficas, como o EndNote, o Mendely ou o Zotero. Descobrir os autores das citações que você não colocou a referência enquanto escrevia pode levar um bom tempo, o que torna a tarefa antiprodutiva.
5. NÃO ESPECULE
Evite generalidades, mas abuse dos dados. Generalidades são boas para conversa de mesa de bar. Cada afirmação do seu texto deve ser capaz de ser respaldada por dados, informações e interpretações encontradas em artigos e textos de outros autores ou na sua própria pesquisa. Não importa o que – ou quem – você usa para embasar suas afirmações, nem que você referencie explicitamente cada afirmação, mas todas as afirmações precisam ser suportadas de alguma forma.
6. NÃO COLOQUE EM SEU TEXTO ALGO QUE NÃO SAIBA EXPLICAR
Se você que estudou aquele tema durante meses, “viveu” seu trabalho, e escreveu o texto, não compreende completamente o que algo significa, imagine quem está lendo seu trabalho. Existe, portanto, uma enorme possibilidade da banca perguntar sobre isso. Se for algo imprescindível ao trabalho, trate de estudar e dominar aquele assunto. Caso contrário, não se complique à toa.
7. NÃO FAÇA UMA “COLCHA DE RETALHOS”
Escrever um trabalho acadêmico é mais do que apenas fornecer informações ou opiniões de outros autores. Faça uma discussão sobre estas informações, relacione-as com os seus resultados, com os resultados de outros autores. Demonstre que você domina o assunto e que consegue tornar o texto mais agradável, desenvolvendo um estilo próprio.
8. NÃO FIQUE COM APENAS DUAS OPINIÕES
Terminou de escrever seu trabalho? Depois de duas ou três leituras você e seu orientador provavelmente não conseguirão encontrar mais nenhum erro. Parece que nós nos “acostumamos” com eles. Por isso, peça para seus colegas de curso, seu vizinho, seu namorado, sua tia lerem seu trabalho também. Cada pessoa que ler seu trabalho terá uma visão diferente sobre o mesmo, baseada em sua história de vida e em seus conhecimentos. Tenho certeza que você irá se surpreender com o resultado desta dica.
9. NÃO CONFIE EM SEU COMPUTADOR
Tenha cópias do seu trabalho impressas, em seu email, em HD externo e nas “nuvens” (Google Drive, Dropbox, etc). A lei de Murphy é implacável com a pós-graduação, portanto é melhor não arriscar. Também não confie em sua impressora na véspera da entrega do trabalho. Se possível, termine e imprima seu trabalho com um dia de antecedência para evitar surpresas desagradáveis.
10. NÃO BRIGUE COM SEU ORIENTADOR
Seu orientador não responde seus e-mails, não atende suas chamadas, não lê seu texto e te bloqueou no Facebook. É complicado, eu sei. Mas conte até dez e evite discutir desnecessariamente com seu orientador, afinal, você depende dele. Na hora da defesa, ele pode comprar sua briga ou te jogar para os leões. Pense nisso.
_________________________________________________________________________
Texto adaptado do original “10 coisas para não fazer na monografia”, de autoria de Ricardo Oliveira e disponível no DIVERSITÁ BLOG.

10 julho, 2013

FENÔMENOS DE TRANSPORTE AGOSTO 2013

Fazer um resumo, com textos retirados do filme: Como Tudo Funciona: ÁGUA, do canal Discovery HD THEATER (link abaixo).
Modelo: Artigo da revista eletrônica facear
Entrega: a discutir


18 junho, 2013

Indutância em Linhas de Transmissão

http://emclab.mst.edu/inductance/index.html#structure1

17 junho, 2013

Discentes com a palavra..

 
A seguir trechos do relato feito por um, uma discente do curso de Engenharia de Produção da Faculdade Educacional Araucária.
 
O relato feito, vai ao encontro do desejo tanto do autor, autora, como do docente em expor o verdadeiro sentido de gratidão, responsabilidade e credibilidade.
 
Como disse Immanuel Kant: Mede-se a inteligência de um indivíduo, pelo número de incertezas que ele é capaz de suportar.



[...Quando comecei a fazer engenharia de produção, as vezes pensava onde iria usar tudo aquilo que estava  aprendendo, e quando vi fenômenos de transporte pela primeira vez, pronto, pensei meu Deus onde vou usar isso na minha carreira profissional?...]

[...mas nem imaginava  o meu futuro, cai de paraquedas em uma empresa de cabines de pintura, que 100% de mecânica dos fluídos que vi em sala de aula,  utilizamos lá, desde vazão, pressão estática, aquecimento, velocidades, área...]

[...é um email de agradecimento...]

[...Se (sempre houvesse comprometimento), iriam existir engenheiros de verdade, médicos de verdade , professores de verdade...] 
[...não quero ser um, uma "engenheria", e sim um, uma Engenheira...]

[...o que vale é qualidade e não quantidade, ... isso que acontece quando nos destacamos...]

[...ATT G. A.]

27 maio, 2013

Escrita Científica

Para um rigor científico na hora de escrever textos, artigos, trabalhos de conclusão de curso, resenhas, resumos estendidos, etc, assista o vídeo abaixo:

http://escritacientifica.com/index.php?option=com_content&view=article&id=6&Itemid=113


07 maio, 2013

Lembremo-nos do que já se foi, para orientar o desejo daquilo que deve vir.

Um ferreiro, especialista em fabricar sofisticadas espada diria:
Eu tomo o metal bruto, sem forma e mal trabalhado, aqueço-o a um calor   absurdo, deixando-o em brasas, golpeio usando minhas ferramentas mais fortes para dar-lhe a forma que se deseja, depois mergulho a peça num balde com água fria, e repito este processo até que a espada obtenha a forma e força perfeita. Uma vez não é necessário.


Um professor, especialista em formar sofisticados profissionais diria:

Eu tomo o metal bruto, sem forma e mal trabalhado, aqueço-o a um calor absurdo, deixando-o em brasas, golpeio usando minhas ferramentas mais fortes para dar-lhe a forma que se deseja, depois mergulho a peça num balde com água fria, e repito este processo até que a espada obtenha a forma e força perfeita. Uma vez não é necessário.

Nenhum incêndio começa grande, para tudo existe um processo, um amadurecimento.

Jacob Riis, fotógrafo dinamarques disse certa vez que:
"quando nada me ajuda, olho o cortador de pedras martelando sua rocha talvez cem vezes sem que uma rachadura apareça. No entando, na centésima primeira martelada, a apedra se abre em duas, e eu sei que não foi aquela a que conseguiu, mas todas as que vieram antes."

03 maio, 2013

A prática da 'Salami Science'

Por FERNANDO REINACH - O Estado de S.Paulo

Em 1985, ouvi pela primeira vez no Laboratório de Biologia Molecular a expressão "Salami Science". Um de nós estava com uma pilha de trabalhos científicos quando Max Perutz se aproximou. Um jovem disse que estava lendo trabalhos de um famoso cientista dos EUA. Perutz olhou a pilha e murmurou: "Salami Science, espero que não chegue aqui". Mas a praga se espalhou pelo mundo e agora assola a comunidade científica brasileira.
"Salami Science" é a prática de fatiar uma única descoberta, como um salame, para publicá-la no maior número possível de artigos científicos. O cientista aumenta seu currículo e cria a impressão de que é muito produtivo. O leitor é forçado a juntar as fatias para entender o todo. As revistas ficam abarrotadas. E avaliar um cientista fica mais difícil. Apesar disso, a "Salami Science" se espalhou, induzido pela busca obsessiva de um método quantitativo capaz de avaliar a produção acadêmica.

Publicar muitos artigos indicava falta de rigor intelectual. Eles valorizavam a capacidade de criar uma maneira engenhosa para destrinchar um problema importante. Aprendíamos que o objetivo era desvendar os mistérios da natureza. Publicar um artigo era consequência de um trabalho financiado com dinheiro público, servia para comunicar a nova descoberta. O trabalho deveria ser simples, claro e didático. O exemplo a ser seguido eram as duas páginas em que Watson e Crick descreveram a estrutura do DNA. Você se tornaria um cientista de respeito se o esforço de uma vida pudesse ser resumido em uma frase: Ele descobriu... Os três pontinhos teriam de ser uma ou duas palavras: a estrutura do DNA (Watson e Crick), a estrutura das proteínas (Max Perutz), a teoria da Relatividade (Einstein). Sabíamos que poucos chegariam lá, mas o importante era ter certeza de que havíamos gasto a vida atrás de algo importante.
Hoje, nas melhores universidade do Brasil, a conversa entre pós-graduandos e cientistas é outra. A maioria está preocupada com quantos trabalhos publicou no último ano - e onde. Querem saber como serão classificados. "Fulano agora é pesquisador 1B no CNPq. Com 8 trabalhos em revistas de alto impacto no ano passado, não poderia ser diferente." "O departamento de beltrano foi rebaixado para 4 pela Capes. Também, com poucas teses no ano passado e só duas publicações em revistas de baixo impacto..." Não que os olhos dessas pessoas não brilhem quando discutem suas pesquisas, mas o relato de como alguém emplacou um trabalho na Nature causa mais alvoroço que o de uma nova maneira de abordar um problema dito insolúvel.
Essa mudança de cultura ocorreu porque agora os cientistas e suas instituições são avaliados a partir de fórmulas matemáticas que levam em conta três ingredientes, combinados ao gosto do freguês: número de trabalhos publicados, quantas vezes esses trabalhos foram citados na literatura e qualidade das revistas (medida pela quantidade de citações a trabalhos publicados na revista). Você estranhou a ausência de palavras como qualidade, criatividade e originalidade? Se conversar com um burocrata da ciência, ele tentará te explicar como esses índices englobam de maneira objetiva conceitos tão subjetivos. E não adianta argumentar que Einstein, Crick e Perutz teriam sido excluídos por esses critérios. No fundo, essas pessoas acreditam que cientistas desse calibre não podem surgir no Brasil. O resultado é que em algumas pós-graduações da USP o credenciamento de orientadores depende unicamente do total de trabalhos publicados, em outras o pré-requisito para uma tese ser defendida é que um ou mais trabalhos tenham sido aceitos para publicação.
Não há dúvida de que métodos quantitativos são úteis para avaliar um cientista, mas usá-los de modo exclusivo, abdicando da capacidade subjetiva de identificar pessoas talentosas, criativas ou simplesmente geniais, é caminho seguro para excluir da carreira científica as poucas pessoas que realmente podem fazer descobertas importantes. Essa atitude isenta os responsáveis de tomar e defender decisões. É a covardia intelectual escondida por trás de algoritmos matemáticos.
Mas o que Darwin tem a ver com isso? Foi ele que mostrou que uma das características que facilitam a sobrevivência é a capacidade de se adaptar aos ambientes. E os cientistas são animais como qualquer outro ser humano. Se a regra exige aumentar o número de trabalhos publicados, vou praticar "Salami Science". É necessário ser muito citado? Sem problema, minhas fatias de salame vão citar umas às outras e vou pedir a amigos que me citem. Em troca, garanto que vou citá-los. As revistas precisam de muitas citações? Basta pedir aos autores que citem artigos da própria revista. E, aos poucos, o objetivo da ciência deixa de ser entender a natureza e passa a ser publicar e ser citado. Se o trabalho é medíocre ou genial, pouco importa. Mas a ciência brasileira vai bem, o número de mestres aumenta, o de trabalhos cresce, assim como as citações. E a cada dia ficamos mais longe de ter cientistas que possam ser descritos em uma única frase: Ele descobriu...

02 maio, 2013

Frase do DIA

Não convém fazer escândalo de começo....só aos poucos que o escuro é claro!

Guimarães Rosa


O país tem cerca de 250 mil docentes de ensino médio em matemática, física, química e biologia, segundo os últimos dados do governo. Mas boa parte não tem formação na área --em física, são 90% (faltam 51 mil professores formados em Física). 
Fonte: MEC